elas
Nessa semana, que está apenas na metade, eu fiquei muito feliz. Feliz por ela que voltou do outro lado do mundo cheia de sonhos. Mais que sonhos, ela voltou com planos reais e concretos. E me disse assim: “Eu me senti amada, de verdade”. Te digo uma coisa: Eu me senti feliz, de verdade. (Pelo jeito, ano que vou prazorópa num casamento)
Olhei nos olhos dela e disse: “Esses dias pensei em você, fiquei preocupado e descobri que tudo o que eu faço é inútil”. Não menti. Eu sempre leio, na maioria das vezes vários livros ao mesmo tempo. Por conta do meu trabalho, eu passo o dia todo monitorando notícias (isso quando não fico em reuniões que duram 4 horas) do mundo todo. Me preocupo em estudar algo novo, em me manter informado e informar os demais. Penso em projetos culturais o dia todo porque eu acho que a arte é importante. Trabalho muito durante muitas horas. Leio revistas, jornal, estudo um idioma novo, um instrumento novo. Fuço nos perfis de artistas do mundo todo descobrindo novas sonoridades, nuances, apelos, ritmos. Faço teatro, vou ao teatro, escrevo (!) teatro. E tudo isso pra que? O que importa na vida é o que te dá prazer.
Ela me mandou uma mensagem no celular. Disse que está feliz. Mas eu quero mesmo saber quem é o honey!
Escrito por Daniel Ribeiro às 00h11
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