O desconforto do amor
Fazer amor é complicado. Fazer é amor é praticar o amor, materializar um conceito atemporal e intangível, expressar um abstrato de maneira clara, ter prazer e dar prazer. É difícil e sobretudo desconfortável.
Sim, desconfortável. Não quero dizer de forma alguma que é ruim. Mas exige preparo físico, disposição e certas abdicações. Às vezes é preciso abrir mão de certos confortos para que o amor flua. Não me venha discordar de imediato. Pense um pouco. Você precisa se encaixar, deixar espaço para os movimentos, controlar os movimentos sem deixar de perder o controle. Fazer amor é uma arte, só a prática leva à perfeição. É preciso experimentar, ousar porque ao contrário de outras expressões o amor nunca se completa, o ato nunca está pronto. O amor não tem limites, os praticantes sim.
O mais curioso é que os profissionais do amor são frios. Quanto mais você tenta se profissionalizar, mais mecânico fica e perde a graça. O barato do amor é ser desajeitado, levemente dolorido (sim o amor dói um pouco, senão na hora, dói depois), engraçado.
O amor não é coisa de profissional, só os amadores fazem bem.
Escrito por Daniel Ribeiro às 19h36
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
Contradições
Nunca acreditei naquele lance de: Diz-me com quem andas que te direi que és.
E acredito menos a cada hora. Na sexta-feira era um teatro com tratamento acústico de prima, atores com cara de sopa em frente à TV, um cenário de tecidos caros e peles vestindo jóias na platéia. Em seguida, um outro teatro com cenário barato e atores que se entregam, estes mais viscerais e inteiros, uma platéia bicho-grilo neo-hippie.
No sábado, uma pequena viagem, pastéis com chopp, gente tranqüila que falava de música, a música e um cenário que faz você se perder com facilidade. À noite um carro com a porta amassada para tirar a chave de dentro, uma mesa de madeira, gente que eu amo e não lembrava, balas 7belo, saudade, som e suor.
Não há pessoas iguais e é isso que me faz amá-las de tantas formas. Se podem dizer quem sou pelos quais me acompanham, dirão que sou muitos. E se contradirão.
Escrito por Daniel Ribeiro às 11h34
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
|
|
 |
|