Eu adorava as comunidades do Orkut. Muito. Uma das minhas prediletas era: Vamos brincar de Rep. Tcheca!, cuja descrição dizia:

 

Como é possível um diminuto terreno amargo e bombardeado do leste europeu produzir tanta genialidade? Kafka, Milan Kundera, Jan Svankmajer, Karel Capek, Sylvia Saint, o Grupo Surrealista de Praga, todos vindo da grande mãe (adotiva) dadaísta mundial chamada República Tcheca, o lugar mais legal do mundo.

 

E eu convido agora: Vamos Brincar de Rep. do Mali?  Como pode um país do noroeste da África que só conseguiu sua independência nos anos 60, e que tem a maior parte de sua população vivendo abaixo da linha da pobreza pode produzir tanta genialidade? Dizem que o berço do blues é lá, e de tudo o que eu ouço de música africana, os que eu mais gosto vêm do Mali.


Ali Farka Touré, Toumani Diabate, Salif Keita (o milagre do Mali), Amadou et Mariam, Habib Koité ...

 

Deixo aqui uma parceria do genial Salif Keita com a cabo-verdiana Cesária Évora, a diva dos pés descalços. Vale explorar a obra dos caras acima citados.


http://www.youtube.com/watch?v=OkjDzu7_fV4



Escrito por Daniel Ribeiro às 17h20
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“Mãe, eles são como eu.”

Texto original clicando aqui.

 

“Mãe, eles são como eu.” 

Meu filho mais velho tem seis anos e está apaixonado pela primeira vez. Ele está apaixonado pleo Blaine, do seriado Glee.

Para aqueles que não sabem, Blaine é um garoto ... um garoto gay, o namorado de um dos personagens principais, Kurt.

Esta não é uma paixão do tipo ‘ele acha o Blaine super legal’. É do tipo que fica olhando para a cara dele por meia hora e suspira “ele é tão bonito”.

Ele ama o episódio em que os dois garotos se beijam. Meu filho chama as pessoas nos outros cômodos da casa para garantir que ninguém vai perder sua parte favorita. Ele está famoso por retornar o vídeo e assistir repetidas vezes... e forçar os outros a fazê-lo também se ele achar que não prestaram a devida atenção.

Este fato não incomoda a mim ou ao meu marido. Nós vivemos numa vizinhança liberal, muitos de nossos amigos são gays e a idéia de ter um filho gay não é algo que nos incomoda. Nosso filho será quem ele é, e é nosso dever amá-lo. Fim da história.

Ele tem seis anos. Crianças dessa idade ficam obcecadas com muitas coisas. Pode ser que não signifique nada no fim das contas. A gente sempre brinca que ou ele é gay, ou terá  o passado mais vergonhoso para um adolescente hétero de 16 anos. (Pior que aquelas fotos de banho peladinho!)

Num outro dia estávamos na estrada ouvindo o álbum dos Warblers (é lógico) e no meio de Candles, ele se aproxima no banco traseiro e diz.

 “Mãe, Kurt e Blaine são namorados.”

“Sim, eles são” Eu confirmei.

“Eles não gostam de beijar garotas. Eles só beijam garotos”

 “É verdade.”

“Mãe, eles são como eu.”

“Que bom, querido. Você sabe que te amo acima de tudo?”

“Eu sei…” Dava pra notar seus olhinhos virando para mim.



Escrito por Daniel Ribeiro às 18h46
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“Mãe, eles são como eu.” parte 2

Quando chegamos em casa, eu contei a conversa para o pai dele, que simplesmente parou, nos olhamos por um momento e então, ele sorriu.

“Então se ele chegar com 16 anos e quiser fazer um grande anúncio na hora do jantar, podemos dizer ‘você contou pra gente quando tinha seis anos. Passe a salada’ e ele ficará frustrado por termos estragado o momento dramático dele”, disse meu marido rindo e me abraçou.

Somente o tempo dirá se meu filho é gay, mas se ele for, eu estou feliz de ele ser meu. Estou feliz de ele ter nascido na minha família. Uma família cheia de gente que vai amá-lo e aceitá-lo. Gente que nunca vai querer que ele mude. Com pais que vão torcer para dançar na festa de casamento dele.

E eu tenho que admitir que o Blaine seria uma gracinha de genro.

 

 



Escrito por Daniel Ribeiro às 18h46
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me matriculei na musculação

"Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande, é a sua sensibilidade sem tamanho"
Marta Medeiros



Escrito por Daniel Ribeiro às 16h40
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pra não dizer que não falei das flores

Faz um tempão que não venho aqui, hein molecada? Quando a vida está muito desinteressante, rola uma preguiça de escrever. Quando está interessante demais, falta tempo. Então, borá aproveitar essas meias estações para colocar os assuntos em dia.

 

Lembra que comentei que aqueles perfis que costumava escrever por aqui iam ganhar mais espaço? Eles ganharam uma casa só pra eles, veja lá: colecaodegente.wordpress.com . Clica em ver todos e dá uma conferida em tudo o que já aconteceu por lá.



Escrito por Daniel Ribeiro às 20h13
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As boas de 2011

Este ano já dá sinais que será interessante. Janeiro ainda está na metade e algumas coisas boas já acontecem. Confiram.

 

Blog do Pyrsona

 

     Tem texto meu lá no blogue do Pyrsona sobre mídias sociais. Ao que tudo indica, vou aparecer por lá com freqüência falando de coisas sérias. Confira clicando aqui.

 

 

Fell

 

     O Fellipe Fernandes ainda  não está de volta ao Brasil, mas já dá pra matar um pouco das saudades no blog que ele retomou nesse janeiro.  Clique aqui para ler os já alguns textos dessa nova fase.

 

 

Leo

 

     O Leo Chioda também já está a todo vapor com o Tempestardes. Descobrimos recentemente uma certa maluquice/tara cerâmica que pode virar alguma coisa, fiquem atentos. Clique aqui  para deliciar-se com os drops desse maluco.

 

                                            E por aqui...

                                                            ... a série GENTE deve crescer pelo blog. De repente, você aparece. Quem sabe?

 



Escrito por Daniel Ribeiro às 05h37
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Miguel, el habanero.

 

Este é o Miguel. Ele tem nove anos e vive em Havana com a família.

Miguel é um dançarino exímio do reggaeton, som que mistura hip hop americano com a tradicional salsa cubana. Aos nove anos, ele não me pediu nenhum sabonete, não quis dinheiro e tampouco elogiou as telenovelas brasileiras.

Ele só queria sair bem nas fotos, me ensinar os passos básicos do reggaeton e dar valiosas dicas para conseguir namoradas.

Sorte que o Miguel não tem grandes expectativas, como a maioria dos cubanos, e não serei eu a decepcioná-lo já que não aprendi a dançar e não conquistei nenhum coração com seus conselhos.




Mais gente:

Paulina e Titita

O amor segundo Celso



Escrito por Daniel Ribeiro às 16h40
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2011

Devo alguns posts aqui. Não esqueci de nada e nem do post que prometi pra Bárbara. Mas hoje venho aqui só deixar registrado meus votos de Feliz Ano Novo para quem passar por aqui.



Escrito por Daniel Ribeiro às 22h09
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inexorável

 

tem dias em que o mundo inteiro dialoga com você. Desde a hora em que você acorda em sincronia com o despertador, nem antes, nem depois. Daí o dia já sinaliza que vai começar bem.  A cama te dá um bom dia apaixonado. Um assim: Vai ser feliz lá fora que eu sei que à noite você volta pra mim. O chuveiro é generoso com você acertando a temperatura exata que relaxa sem te deixar muito preguiçoso. O ônibus chega no horário, o trânsito flui e o sol não está quente a ponto de deixar a roupa marcada de suor. O chefe dá bom dia, o telefone não toca o tempo todo e quando toca, o identificador de chamadas te faz sorrir.  Tudo vai bem. Os tique-taques do relógio vão em seu ritmo inexorável. Até que a bomba explode e voa tudo pelos ares.

 



Escrito por Daniel Ribeiro às 11h42
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Deixa Sangrar

Não lembro se já publiquei isso aqui. De qualquer modo, deixa sangrar mais um pouco...

ps: vale acresentar que odeio a música e amo a letra. Essas relações de amor e ódio que permeiam a vida ...

 

 

Procurando pro você
Meu amor onde está
Meu Deus! Mas que felicidade
Te encontrar pela cidade
Com essa cara linda
Ao sol do meio dia
Rebolando na avenida
Pra desgraça e glória dessa vida

 

 

Deixa o mar ferver
Deixa o sol despencar
Deixa o coração bater se despedaçar
Chora depois mais agora deixa sangrar
Deixa o carnaval passar

 

Deixa Sangrar, na voz da Gal a poesia do Caetano.



Escrito por Daniel Ribeiro às 11h19
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